terça-feira, 21 de setembro de 2021

Ventilação Não Invasiva: Benefícios, Indicações e a Importância da Fisioterapia no Suporte Respiratório

A ventilação não invasiva (VNI) é um método de suporte respiratório que utiliza interfaces como máscaras para fornecer assistência ventilatória sem a necessidade de dispositivos invasivos, como tubos orotraqueais ou traqueostomias. Esse tipo de ventilação é amplamente utilizado em pacientes com insuficiência respiratória aguda ou crônica, permitindo a melhora da oxigenação e da remoção de dióxido de carbono sem a necessidade de intubação.


Existem diversos tipos de interfaces para a VNI, sendo as mais comuns as máscaras nasais, oronasais (faciais) e capacetes. Em lactentes e recém-nascidos, os prongs nasais e as máscaras nasais são frequentemente utilizados, pois se ajustam melhor à anatomia da criança e oferecem maior conforto. Isso é especialmente importante porque, até cerca de seis meses de idade, os bebês possuem uma respiração predominantemente nasal, tornando essas interfaces mais eficazes.

A VNI é indicada principalmente para pacientes com insuficiência respiratória que não necessitam de intubação imediata, sendo eficaz em condições como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) descompensada, edema agudo de pulmão, apneia obstrutiva do sono, insuficiência cardíaca congestiva e crise asmática grave, entre outras. Também é amplamente utilizada em pacientes que apresentam taquipneia, dispneia, hipoxemia, retenção de dióxido de carbono, aumento do trabalho respiratório e redução do volume corrente.

Apesar dos benefícios, o uso da VNI pode trazer algumas complicações. O ajuste inadequado da máscara pode causar lesões na pele, como hematomas, úlceras de pressão e escaras, especialmente em pacientes que precisam utilizá-la por longos períodos. Além disso, o uso prolongado pode levar a ressecamento da mucosa nasal e oral, irritação ocular, distensão gástrica, sonolência, fraqueza muscular e, em alguns casos, náuseas e vômitos.

A fisioterapia respiratória desempenha um papel fundamental no sucesso da ventilação não invasiva, tanto na fase inicial de adaptação quanto na manutenção da eficácia do tratamento. O fisioterapeuta é responsável por avaliar o paciente, selecionar a interface mais adequada, ajustar os parâmetros ventilatórios e monitorar a evolução clínica.

Além disso, o fisioterapeuta atua na reeducação respiratória, auxiliando na melhora da mecânica ventilatória e na eliminação de secreções por meio de técnicas como drenagem postural, vibração torácica e tosse assistida. Em pacientes com doenças crônicas, a fisioterapia também contribui para o fortalecimento da musculatura respiratória, reduzindo a fadiga e melhorando a tolerância ao esforço.

Nos casos de desmame da VNI, a fisioterapia respiratória é essencial para garantir uma transição segura, prevenindo complicações como atelectasias e hipoventilação alveolar. O acompanhamento contínuo permite ajustar a ventilação conforme a necessidade do paciente, promovendo uma recuperação mais eficaz e reduzindo o tempo de dependência do suporte ventilatório.

Portanto, a atuação da fisioterapia na VNI é indispensável para otimizar os resultados, minimizar riscos e garantir uma melhor qualidade de vida para os pacientes que necessitam desse suporte respiratório.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Avaliação Respiratória: Como Identificar Sinais e Sintomas Importantes


A avaliação dos sinais e sintomas respiratórios é essencial para determinar a conduta do fisioterapeuta respiratório, pois permite identificar alterações na mecânica ventilatória e possíveis comprometimentos na função pulmonar. Os principais parâmetros avaliados incluem:

Frequência respiratória: número de incursões respiratórias por minuto

Padrão respiratório: regularidade e simetria dos movimentos respiratórios

Uso da musculatura acessória: ativação de músculos do pescoço e do tórax para auxiliar na respiração

Presença de retrações: afundamento da pele entre as costelas ou na região do pescoço, indicando esforço respiratório

Alteração do ritmo respiratório: irregularidades na respiração, como pausas ou acelerações repentinas

Estado de consciência: nível de alerta do paciente, pois alterações podem indicar hipóxia (baixa oxigenação do sangue)

Frequência Respiratória Normal por Faixa Etária


A frequência respiratória varia conforme a idade do paciente. Os valores de referência são:

Adultos: 12 a 20 respirações por minuto (rpm)

Crianças menores de 2 meses: 35 a 60 rpm

Crianças de 2 a 11 meses: 30 a 50 rpm

Crianças de 12 a 59 meses: 20 a 45 rpm


Alterações na Frequência Respiratória

Quando a frequência respiratória foge dos valores normais, pode indicar diferentes condições clínicas:

Taquipneia: ocorre quando a frequência respiratória está acima do normal para a idade. Pode ser causada por febre, infecções respiratórias, insuficiência cardíaca ou ansiedade.

Bradipneia: caracteriza-se por uma frequência respiratória abaixo do normal, podendo estar associada a problemas neurológicos, uso de medicamentos sedativos, hipotermia ou fadiga muscular respiratória. Em casos mais graves, pode evoluir para apneia.

Apneia: interrupção completa da respiração por pelo menos 10 segundos. Pode ser central (quando o cérebro não envia sinais para respirar), obstrutiva (quando há bloqueio das vias aéreas, como na apneia do sono) ou mista (combinação das duas).


Relevância da Avaliação na Fisioterapia Respiratória

A fisioterapia respiratória desempenha um papel fundamental na reabilitação de pacientes com disfunções pulmonares, como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), asma, bronquiolite, pneumonia e síndrome do desconforto respiratório. O monitoramento contínuo da frequência e do padrão respiratório auxilia na escolha das técnicas fisioterapêuticas mais adequadas, como exercícios de reexpansão pulmonar, manobras de desobstrução brônquica e técnicas de controle ventilatório.

Além disso, a identificação precoce de alterações na respiração permite intervenções rápidas, prevenindo complicações e melhorando a qualidade de vida do paciente.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Lombalgia e Lombociatalgia: Causas, Sintomas e Mecanismos da Dor Lombar

 


A lombalgia é caracterizada por uma dor de origem mecânica localizada na região inferior da coluna vertebral, especificamente entre a última costela e a prega glútea. Essa dor pode surgir devido a esforços físicos excessivos em estruturas saudáveis ou, em alguns casos, devido a esforços normais em estruturas já lesionadas.


Quando essa dor se irradia para um ou ambos os membros inferiores, passa a ser denominada lombociatalgia. Já a ciatalgia, ou ciática, ocorre quando a dor se origina na raiz da coxa e pode se estender unilateral ou bilateralmente, ultrapassando o joelho. A intensidade e a extensão da dor variam conforme a raiz nervosa comprometida.


Sintomas Associados às Lombalgias


Além da dor lombar, os pacientes podem apresentar uma série de sintomas que auxiliam no diagnóstico diferencial das dores na coluna, tais como:


Dor em regiões adjacentes, como nádegas, pernas e pés;


Dor na região torácica da coluna vertebral;


Alterações de sensibilidade, como formigamento ou dormência;


Redução da força muscular;


Limitação na amplitude de movimento da coluna;


Desconforto ao realizar movimentos ativos ou esforços como tossir e evacuar;


Alterações nos reflexos;


Claudicação (dificuldade ao caminhar devido à dor);


Disfunções vesicais, como perda de controle urinário;


Impacto emocional, incluindo ansiedade e depressão.



Causas e Mecanismos da Lombalgia Mecânica


As lombalgias de origem mecânica são as mais comuns e estão associadas a desequilíbrios musculares que levam a alterações no movimento da coluna. Nesses casos, é frequente a presença de hipertonia (aumento da tensão muscular) e espasmos musculares.


A dor geralmente se restringe à região lombar, podendo, em alguns casos, irradiar-se para as coxas. Pode surgir repentinamente ao acordar, muitas vezes acompanhada da sensação de que a coluna está desalinhada, ou pode ser desencadeada por movimentos bruscos, especialmente de flexão do tronco.


Fatores como má postura, sedentarismo, sobrecarga mecânica e processos degenerativos da coluna também contribuem para o desenvolvimento da lombalgia. O tratamento envolve abordagens como fisioterapia, fortalecimento muscular, mudanças posturais e, em alguns casos, uso de medicamentos para alívio da dor.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Limitações e Alternativas da Percussão Torácica em Recém-Nascidos e Lactentes: Segurança e Eficácia na Fisioterapia Respiratória


A eficácia da percussão torácica depende da força aplicada na manobra e da rigidez do tórax. Em recém-nascidos e lactentes, sua efetividade é amplamente questionada devido às características anatômicas e fisiológicas dessa faixa etária, o que levanta preocupações sobre sua real indicação e segurança.

Fatores Anatômicos e Fisiológicos na População Pediátrica

O tórax infantil apresenta alta complacência devido à imaturidade do esqueleto torácico, que é composto predominantemente por cartilagem. Isso torna a parede torácica mais flexível, reduzindo a transmissão da força aplicada durante a tapotagem e diminuindo sua eficácia na mobilização de secreções. Além disso, os músculos respiratórios, especialmente o diafragma, ainda estão em desenvolvimento e possuem menor resistência à fadiga, o que aumenta o risco de exaustão respiratória em manobras inadequadas.

Outro fator relevante é a via aérea dos neonatos e lactentes, que é proporcionalmente mais estreita e sujeita a colapsos, especialmente sob pressão negativa excessiva ou manipulações inadequadas. O calibre reduzido das vias aéreas também facilita a obstrução por secreções espessas, tornando essencial a escolha de estratégias que favoreçam sua mobilização sem comprometer a ventilação.

Impacto da Tapotagem e Seus Riscos

Para que ocorra o desprendimento das secreções brônquicas nesses pacientes, seria necessário aplicar uma energia mais intensa do que a utilizada em adultos. No entanto, isso apresenta riscos significativos, como:

Dor e desconforto: devido à sensibilidade da parede torácica infantil.

Fraturas costais: especialmente em recém-nascidos prematuros ou lactentes com doenças ósseas, como a osteogênese imperfeita.

Colapso das vias aéreas: pela elevada complacência torácica, que pode levar ao fechamento dinâmico dos brônquios de pequeno calibre.

Diminuição da eficácia respiratória: se aplicada de maneira inadequada, pode aumentar o trabalho respiratório e comprometer a troca gasosa.


Alternativas Terapêuticas Mais Seguras

Diante dessas limitações, técnicas mais seguras e eficazes são preferidas na fisioterapia respiratória pediátrica, como:

1. Drenagem postural – Utiliza a gravidade para facilitar a eliminação de secreções, sendo amplamente indicada para lactentes com doenças pulmonares obstrutivas.


2. Vibração torácica suave – Aplicada durante a expiração para mobilizar secreções sem causar impacto na parede torácica.


3. Aceleração do fluxo expiratório (AFE) – Técnica manual que facilita a remoção de secreções por meio de variações de pressão e fluxo respiratório.


4. Estimulação da tosse – Essencial para a eliminação efetiva do muco, especialmente em crianças com capacidade de tosse preservada.


5. Aspiração de vias aéreas – Indicada para lactentes incapazes de eliminar secreções por conta própria, mas deve ser feita com cautela para evitar traumas e hipoxemia.



Relevância Clínica e Abordagem Individualizada

A escolha da abordagem terapêutica deve ser baseada na avaliação clínica individualizada, considerando a condição respiratória do paciente, a presença de doenças pulmonares subjacentes (como bronquiolite ou fibrose cística) e a tolerância à técnica aplicada.

Embora a percussão torácica tenha seu papel na fisioterapia respiratória, seu uso em neonatos e lactentes deve ser cauteloso e, na maioria dos casos, substituído por métodos menos invasivos e mais eficazes. A conduta deve sempre priorizar a segurança do paciente e a relação risco-benefício da intervenção.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

"Reflexo de Estiramento: Mecanismos, Funções e Importância no Controle Neuromuscular


O reflexo de estiramento é um mecanismo neuromuscular essencial para a manutenção da postura, do equilíbrio e da coordenação dos movimentos. Esse reflexo é mediado pelos fusos musculares, que são receptores sensoriais localizados dentro do músculo e responsáveis por detectar variações no seu comprimento.


Mecanismos do Reflexo de Estiramento


Quando a região central de um fuso muscular é levemente esticada, tanto as terminações primárias quanto as secundárias aumentam a frequência de impulsos nervosos em proporção ao grau de estiramento. Esse aumento na atividade neural é denominado resposta estática, sendo fundamental para a regulação do tônus muscular.



Acredita-se que essa resposta estática seja mediada pelas fibras intrafusais, que se dividem em fibras em bolsa nuclear e fibras em cadeia nuclear. Essas fibras trabalham em conjunto para garantir que o músculo responda de maneira adequada às variações de comprimento.


Quando o músculo é submetido a um alongamento súbito e rápido, a fibra sensorial primária do tipo Ia exibe uma resposta intensa e transitória chamada resposta dinâmica. Esse fenômeno ocorre porque as fibras intrafusais do tipo bolsa nuclear são especialmente sensíveis a mudanças rápidas de comprimento, permitindo ajustes imediatos no controle motor.


As fibras sensoriais do tipo I entram na medula espinhal através das raízes dorsais e fazem sinapse diretamente com neurônios motores monossinápticos. Esses neurônios inervam as fibras extrafusais, que são responsáveis pela contração efetiva do músculo. Esse circuito neural forma a base do reflexo de estiramento, um dos reflexos mais rápidos do sistema nervoso.


Componentes do Reflexo de Estiramento


Esse reflexo possui duas fases distintas:


1. Fase dinâmica – ocorre durante o estiramento ativo do músculo, quando a taxa de disparo dos fusos musculares aumenta rapidamente. Esse componente é essencial para corrigir movimentos súbitos e manter a estabilidade articular.



2. Fase estática – ocorre após o músculo atingir um novo comprimento, mantendo uma atividade neural sustentada para garantir o tônus muscular adequado.




Funções e Importância do Reflexo de Estiramento


O reflexo de estiramento desempenha diversas funções essenciais para o controle motor, tais como:


Amortecimento de movimentos oscilatórios e bruscos: evita tremores e instabilidades durante a execução de movimentos finos.


Manutenção do tônus muscular: assegura que os músculos permaneçam em um estado de prontidão para responder a estímulos externos.


Ajuste postural automático: permite que o corpo corrija sua postura em resposta a perturbações súbitas, como oscilações no solo.


Facilitação da coordenação motora: garante que diferentes grupos musculares trabalhem de maneira sincronizada.



Além disso, o reflexo de estiramento está intimamente ligado ao controle voluntário do movimento. Os neurônios motores gama, por exemplo, ajustam a sensibilidade dos fusos musculares, modulando sua resposta de acordo com a necessidade da atividade motora. Esse mecanismo garante que os reflexos musculares se adaptem a diferentes demandas biomecânicas, como caminhar, correr ou carregar objetos pesados.


Implicações Clínicas


Alterações no reflexo de estiramento podem estar associadas a diversas condições neurológicas, como:

Hiporreflexia (redução do reflexo) – pode indicar lesões nos nervos periféricos ou na medula espinhal.

Hiperreflexia (aumento do reflexo) – ocorre frequentemente em distúrbios do sistema nervoso central, como lesões cerebrais e doenças neurodegenerativas (ex: esclerose múltipla).

Espasticidade – caracterizada por reflexos de estiramento exagerados, comum em pacientes com lesões medulares ou paralisia cerebral.

Por isso, a avaliação clínica do reflexo de estiramento é fundamental para o diagnóstico de diversas doenças neuromusculares.

domingo, 22 de agosto de 2021

A Maturação Pulmonar do Feto ao Recém-Nascido: Processos e Implicações Clínicas


A maturação pulmonar é um processo complexo e essencial para a adaptação do recém-nascido à vida extrauterina. Durante a gestação, os pulmões do feto passam por diferentes estágios de desenvolvimento, sendo a maturação do sistema respiratório um fator determinante para a viabilidade neonatal. Bebês prematuros, especialmente aqueles nascidos antes das 28 semanas, apresentam maior risco de complicações respiratórias devido à imaturidade pulmonar e à deficiência de surfactante, o que pode levar à Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR).

O desenvolvimento pulmonar é dividido em cinco estágios principais:

1. Período Embrionário (4 a 6 semanas)

Nesse estágio inicial, o sistema respiratório começa a se formar a partir do broto pulmonar, que surge como uma evaginação do intestino anterior. Esse broto se ramifica para formar a traqueia e os brônquios principais.

2. Período Pseudoglandular (5 a 16 semanas)

Durante essa fase, ocorre a formação das vias aéreas de condução, incluindo os brônquios e bronquíolos terminais. No entanto, ainda não há alvéolos nem estruturas adequadas para a troca gasosa, tornando a respiração impossível nesse período.

3. Período Canalicular (17 a 27 semanas)

Esse estágio é fundamental para a viabilidade fetal. Ocorre a diferenciação dos pneumócitos tipo I, responsáveis pela troca gasosa, e dos pneumócitos tipo II, que produzem surfactante pulmonar – uma substância essencial para reduzir a tensão superficial dos alvéolos e evitar seu colapso.

A partir da 24ª semana, começam a surgir os primeiros alvéolos primários, permitindo que, em casos de parto prematuro extremo, o feto tenha alguma capacidade respiratória, embora com suporte médico intensivo.

4. Período Sacular (27 a 35 semanas)

Nessa fase, os sacos alveolares terminais se desenvolvem e aumentam em número. A produção de surfactante se intensifica, melhorando a capacidade pulmonar do feto de sobreviver fora do útero. Recém-nascidos prematuros nascidos após a 30ª semana já têm maiores chances de sobrevivência devido ao aumento da maturidade pulmonar.

5. Período Alveolar (36 semanas até cerca de 8 anos de idade)

Esse estágio se estende desde as últimas semanas de gestação até a infância. Após o nascimento, os alvéolos continuam a se multiplicar, atingindo aproximadamente 300 milhões por volta dos 8 anos de idade. Embora a quantidade de alvéolos não aumente significativamente após essa idade, eles continuam a crescer em tamanho à medida que o corpo se desenvolve.


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Importância do Surfactante Pulmonar

O surfactante é uma substância lipoproteica produzida pelos pneumócitos tipo II e tem um papel crucial na viabilidade pulmonar ao reduzir a tensão superficial dentro dos alvéolos. Sua produção começa entre a 24ª e 28ª semana de gestação, mas só atinge níveis adequados para uma respiração eficiente após a 35ª semana.

Nos casos de prematuridade extrema, a administração de corticosteroides pré-natais pode estimular a produção de surfactante, reduzindo significativamente o risco de Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR). Além disso, pode ser necessária a aplicação exógena de surfactante logo após o nascimento para melhorar a função respiratória desses bebês.


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Desafios Respiratórios no Recém-Nascido Prematuro

Bebês prematuros frequentemente apresentam dificuldades respiratórias devido à imaturidade pulmonar, sendo algumas das complicações mais comuns:

Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) – Resulta da deficiência de surfactante, causando dificuldade na expansão pulmonar e colapso alveolar.

Displasia Broncopulmonar (DBP) – Ocorre em prematuros que necessitam de ventilação mecânica prolongada, levando a inflamação e remodelação pulmonar.

Hipertensão Pulmonar Persistente do Recém-Nascido (HPPN) – Pode ocorrer quando a transição da circulação fetal para a neonatal não acontece corretamente.


O suporte ventilatório, o uso de surfactante exógeno e o manejo adequado da oxigenoterapia são essenciais para melhorar o prognóstico de bebês prematuros com essas condições.


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Conclusão

O desenvolvimento pulmonar é um processo contínuo que começa na vida intrauterina e se estende até a infância. A maturação dos pulmões é um fator determinante na viabilidade neonatal, especialmente em partos prematuros. Com os avanços da medicina, estratégias como o uso de corticosteroides, surfactante exógeno e ventilação assistida têm aumentado significativamente as taxas de sobrevivência e melhorado a qualidade de vida de bebês prematuros.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Quais complicações do sistema urinário e pulmonar em pacientes queimados

  A desidratação transforma uma queimadura de espessura de parcial viável em uma queimadura de espessura  total , aumentando a morbilidade e  a mortalidade . devido ao aumento de permeabilidade vascular , o organismo perde aproximadamente 4,4ml de liquido por quilograma por hora , precisando , portanto de uma reposição  volêmica muito agressiva , Mas na ausência de uma reposição volêmica agressiva, ocorre  redução do débito cardíaco e do fluxo plasmático renal, e consequentemente a insuficiência renal.                                                                                                                                         Pessoas que sofreram queimaduras faciais também acomete os traquitos respiratórios como pulmões e todo o sistema nasofaringe e traqueia  isso acontece devido o envenenamento por monóxido de carbono que causa lesões na traqueia , obstrução nas vias aerias superiores  , 70% dos pacientes com lesões por inalação apresentam queimaduras faciais , porem 30% dos pacientes com queimaduras  faciais apresentam lesões significativa do trato respiratório

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