
Todas as células contêm mecanismos intrínsecos que sinalizam morte ou sobrevivência, e a
apoptose resulta de um desequilíbrio nesses sinais. Como demasiada ou muito pouca apoptose é
considerada a base de muitas doenças, como doenças degenerativas e câncer, há um grande
interesse em elucidar os mecanismos dessa forma de morte celular. Um dos fatos notáveis é que
os mecanismos básicos da apoptose – os genes e proteínas que controlam o processo e a
sequência de eventos – são conservados em todos os organismos multicelulares.
De fato, algumas das principais descobertas surgiram das observações feitas no nematódeoCaenorhabditis elegans, cujo desenvolvimento segue um padrão programado a altamente
reproduzível de crescimento celular sucedido por morte celular.
Estudos dos vermes mutantes
permitiram a identificação de genes específicos (denominados genes ced, do inglês, cell death
abnormal) que iniciam ou inibem a apoptose e para os quais há homólogos mamíferos definidos.
O processo de apoptose pode ser dividido em fase de iniciação, durante a qual algumas caspases
se tornam cataliticamente ativas, e fase de execução, durante a qual outras caspases iniciam a
degradação de componentes celulares críticos. O início da apoptose ocorre principalmente por
sinais originados de duas vias distintas: a via intrínseca ou mitocondrial, e a via extrínseca ou
morte iniciada por receptor
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